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Comportamento de Diniz muda e assusta atletas da Seleção Brasileira

O técnico Fernando Diniz agora se desdobra entre seu trabalho no Fluminense e o novo cargo como técnico interino da Seleção Brasileira. No comando da pentacampeã, Diniz estreou goleando a Bolívia por 5 a 1, em partida válida pela primeira rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

O comandante chamou a atenção de analistas táticos do mundo todo por conta de seu estilo vanguardista e inovador, que busca resgatar a tradição do jogo “funcional” brasileiro como contraponto ao estilo mais posicional que é praticado pela maior parte das equipes das principais ligas.

Sua filosofia tem sido muito elogiada pelos jogadores da Seleção Brasileira, que apontam Diniz como um técnico inovador com métodos de treino aos quais eles não estão acostumados. Além de seu estilo de jogo, a personalidade do comandante tricolor também tem chamado a atenção.

Atacante Matheus Cunha rasga elogios ao trabalho de Diniz na Seleção Brasileira

Em entrevista coletiva, o atacante Matheus Cunha, que atualmente defende o Wolverhampton, da Inglaterra, comentou sobre a preleção de Diniz para o jogo contra a Bolívia e sua maneira de lidar com os atletas em geral:

“São palavras que desejaria que muitos jogadores de futebol escutassem, porque mexe muito com a gente. A gente parece estar em um pedestal, onde somos intocáveis, mas somos meros jovens, filhos, pais e amigos. Por toda força e capacidade que tivemos para chegar onde chegamos, em alguns momentos até duvidamos de nós mesmos, isso como um ser humano normal. Ter alguém comandando teu barco com esse pensamento, é algo incrível e que nos motiva muito”, comentou Cunha.

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O atacante ainda brincou com a reputação de Diniz. Quem assiste aos jogos do Fluminense já está acostumado a ver o técnico recebendo cartões por reclamações duras sobre a arbitragem, e pode enxergar apenas o lado estressado do treinador.

“Quando ouvimos ele falar até brincamos que a gente vê vídeos dele, principalmente nós que estamos fora e não tivemos experiência com ele, e imaginamos que ele seja um cara um pouco mais bravo, com as palavras um pouco mais duras. Quando ele chega e fala dessa forma tão humana, a gente fica muito mais motivado. A gente tem sentimentos para colocar em campo que em alguns momentos nós não tínhamos. É algo que nos faz crer mais naquilo em que estamos participando”, completou o jogador.

Pedro Sosa

Estudante de cinema que ama filmes e ainda não se encontrou na área, também apaixonado por futebol e pelo Fluminense. Grande admirador de cineastas disruptivos e que desaprovam o cinismo, e também obcecado pelas canhotas mágicas dos camisas 10 que desfilam nos gramados; ou seja: fã de Jean-Luc Godard e Lionel Messi.
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